BRASÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO

O Brasão do Estado foi Instituído por ocasião da Revolução Constitucionalista de 1932, pelo Decreto nº 5.656,

assinado pelo governador Pedro de Toledo, em agosto do mesmo ano.


Criado pelo pintor Wasth Rodrigues, foi símbolo da campanha "Ouro para o Bem do Brasil".

Utilizado até o Estado Novo, em 1937, foi substituído por outros símbolos nacionais. Reconquista sua função simbólica original com a redemocratização e a nova Constituição de 1946.


A versão escultórica oficial foi feita pelo escultor Luiz Morrone e está no acervo do Palácio dos Bandeirantes.
Heráldica: (conjunto de emblemas do brasão) um escudo português vermelho e uma espada com o punho voltado para baixo sobre o cruzamento de um ramo de louro, à direita e um ramo de carvalho, à esquerda. A lâmina separa as letras "SP", tudo em prata.
Timbre: uma estrela de prata.
Suportes: dois ramos de cafeeiro frutificados, de sua cor, cujas hastes se cruzam abaixo.
Divisa (lema do Estado de São Paulo) gravada em prata sobre faixa de esmalte. Em latim: "PRO BRASILIA FIANT EXIMIA", que significa: pelo Brasil façam-se grandes coisas.

 

Fonte: Gentilmente cedido pelo Centro de Referência e Disseminação de Informações - Imprensa Oficial - Palácio dos Bandeirantes

 

HINO

 

Letra do HINO DO ESTADO DE SÃO PAULO

 

Hino dos Bandeirantes

Paulista, pára um só instante
Dos teus quatro séculos ante
A tua terra sem fronteiras,
O teu São Paulo das "bandeiras"!

Deixa atrás o presente:
Olha o passado à frente!

Vem com Martim Afonso a São Vicente!
Galga a Serra do Mar! Além, lá no alto,
Bartira sonha sossegadamente
Na sua rede virgem do Planalto.
Espreita-a entre a folhagem de esmeralda;
Beija-lhe a Cruz de Estrelas da grinalda!
Agora, escuta! Aí vem, moendo o cascalho,
Botas-de-nove-léguas, João Ramalho.
Serra-acima, dos baixos da restinga,
Vem subindo a roupeta
De Nóbrega e de Anchieta

Contempla os Campos de Piratininga!
Este é o Colégio. Adiante está o sertão.
Vai! Segue a entrada! Enfrenta!
Avança! Investe!

Norte - Sul - Este - Oeste,
Em "bandeira" ou "monção",
Doma os índios bravios.

Rompe a selva, abre minas, vara rios;
No leito da jazida
Acorda a pedraria adormecida;
Retorce os braços rijos
E tira o ouro dos seus esconderijos!

Bateia, escorre a ganga,
Lavra, planta, povoa.
Depois volta à garoa!

E adivinha através dessa cortina,
Na tardinha enfeitada de miçanga,

A sagrada Colina
Ao Grito do Ipiranga!
Entreabre agora os véus!

Do cafezal, Senhor dos Horizontes,
Verás fluir por plainos, vales, montes,
Usinas, gares, silos, cais, arranha-céus!

 

A lei nº 337, de 10 de julho de 1974, revoga o artigo 3º da Lei n. 9854 ( * ) de 2 de outubro de 1967, e institui, como letra do Hino Oficial do Estado de São Paulo, o poema "Hino dos Bandeirantes".


Fontes: Informações gentilmente cedidas, em novembro/2000, pelo Centro de Referência e Disseminação de Informações Imprensa Oficial - Palácio dos Bandeirantes

e pela

Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo


(informações retiradas do livro: Símbolos Paulistas de Hilton Federici, que é o estudo mais completo que se tem a respeito dos símbolos paulistas)