BRASÃO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

Decreto nº 201, de 1º de Julho de 1909 (transcrição da publicação)
Crêa o brazão de armas do Estado do Rio Grande do Norte
O Governador do Estado do Rio Grande do Norte, tendo ouvido a respeito o Instituto Historico e Geographico,
Decreta:
Art. 1º - O brazão de armas do Estado do Rio Grande do Norte é um escudo de campo aberto, dividido a dois terços de altura, tendo no plano inferior o mar, onde navega uma jangada de pescadores, que representam as indústrias do sal e da pesca. No terço superior, em campo de prata, duas flores aos lados e ao centro dois capulhos de algodoeiro. Ladeiam o escudo, em toda sua altura, um coqueiro à direita e uma carnaubeira à esquerda, tendo os troncos ligados por duas cannas de assucar, presas por um laço com as côres nacionaes. Tanto os móveis do escudo, como os emblemas, em cores naturaes, representam a flora principal do Estado. Cobre o escudo uma estrella branca, symbolizando o Rio Grande do Norte na União Brasileira.
Art 2º - O desenho original deste brazão de armas, executado
pelo sr.
Corbiniano Villaça, será archivado na Secretaria do Governo e
d'elle se tirará uma cópia authentica para o archivo do Instituto Histórico e
Geographico do Estado.
Art 3º - Revogam-se as disposições em contrario.
Palacio
do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, 1º de Julho de
1909, 21º da
Republica.
ALBERTO MARANHÃO
Henrique Castriciano de Souza
HINO
Lei nº 2.161, de 3 de dezembro de 1957 (transcrição da publicação)
Oficializa o hino do Estado do Rio Grande do Norte.
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE:
Faço Saber que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte lei:
Art. 1º - Fica oficializado o hino do Rio Grande do Norte, de autoria do poeta Norteriograndense dr. José Augusto Meira Dantas e música de José Domingos Brandão.
Art. 2º - Os versos e a música serão arquivados na
Secretaria do Interior e Justiça do Estado.
Art. 3º - Revogam-se as disposições em contrário
Natal, 3 de dezembro de 1957, 69º da República.
DINARTE DE
MEDEIROS MARIZ
Lélio Augusto Soares da Câmara
Anselmo Pegado Cortês
Tarcísio de Vasconcelos Maia
Dary de Assis Dantas
Claudionor Telogio
de Andrade
Letra do HINO DO RIO GRANDE DO NORTE
I
Rio Grande do norte esplendente
Indomado guerreiro e
gentil,
Nem tua alma domina o insolente,
Nem o alarde o teu peito viril
!
Na vanguarda , na fúria da guerra
Já domaste o astuto holandês !
E
nos pampas distantes quem erra,
Ninguém ousa afrontar - te outra vez !
Da tua alma nasceu Miguelinho,
Nós, como ele, nascemos também,
Do
civismo no rude caminho,
Sua glória nos leva e sustém !
ESTRIBILHO
A
tua alma transborda de glória !
No teu peito transborda o valor !
Nos
arcanos revoltos da história
Potiguares é o povo senhor !
II
Foi de
ti que o caminho encantado
Da Amazônia Caldeira encontrou,
Foi contigo o
mistério escalado,
Foi por ti que o Brasil acordou !
Da conquista
formaste a vanguarda,
Tua glória flutua em Belém !
Teu esforço o
mistério inda guarda
Mas não pode negá-lo a ninguém !
É por ti que teus
filhos descantam,
Nem te esquecem, distante, jamais !
Nem os bravos seus
feitos suplantam
Nem teus filhos respeitam rivais !
III
Terra filha
de sol deslumbrante,
És o peito da Pátria e de um mundo
A teus pés
derramar trepidante,
Vem atlante o seu canto profundo !
Linda aurora que
incende o teu seio,
Se recama florida e sem par,
Lembra uma harpa, é um
salmo, um gorjeio,
Uma orquestra de luz sobre o mar !
Tuas noites
profundas, tão belas,
Enchem a alma de funda emoção,
Quanto sonho na luz
das estrelas,
Quanto adejo no teu coração.