RIO GRANDE DO NORTE

LOCALIZAÇÃO: o Rio Grande do Norte, estado brasileiro, fica localizado no extremo da Região Nordeste
A maior parte do território do estado está incluída no Polígono das Secas, região delimitada pelo governo federal em 1951, com o objetivo de combater as secas no Nordeste e promover o desenvolvimento econômico e social da região.
FRONTEIRAS: Norte e Leste = Oceano Atlântico
DIVISAS: Sul = Paraíba; Oeste = Ceará
ÁREA (km²): 53.306,8
RELEVO: planalto ao Norte, terras baixas contornando o planalto a leste, norte e oeste; e maciços isolados nas regiões sul e oeste
Sete zonas fisiográficas distintas podem ser identificadas no estado: Salineira, Litoral, Agreste, Centro-Norte, Seridó, Chapada do Apodi e Serrana
RIOS PRINCIPAIS: Mossoró, Apodi, Assu, Piranhas, Potengi, Trairi, Jundiaí, Jacu, Seridó e Curimataú
Grande parte dos rios da bacia hidrográfica do estado é temporária, em virtude da escassez de chuvas
VEGETAÇÃO: Caatinga, Mata dos Cocais, Mata Atlântica
CLIMA: tropical semi-árido
MUNICÍPIOS (número): 166
CIDADES MAIS POPULOSAS: Natal, Mossoró, Parnamirim e Ceará-Mirim
HORA LOCAL (em relação a Brasília): a mesma
HABITANTE: potiguar ou norte-rio-grandense
POPULAÇÃO: 2.776.782 (2000)
DENSIDADE: 52,09 habitantes p/Km2
ANALFABETISMO: 23,7% (2000)
MORTALIDADE INFANTIL: 83,9 óbitos por mil nascidos vivos
CAPITAL: Natal, fundada em 25/12/1599
HABITANTE DA CAPITAL: natalense
A agropecuária e as atividades de mineração constituem a base da economia do estado do Rio Grande do Norte.
Na agricultura destaca-se a produção de abacaxi, cana-de-açúcar, feijão, milho, mandioca, coco-da-baía e castanha-de-caju.
A pecuária inclui rebanhos bovinos e a criação de suínos e caprinos. As riquezas minerais representam o potencial mais significativo no campo dos recursos naturais disponíveis.
Entre as ocorrências minerais identificadas e exploradas no estado, encontram-se reservas de xilita (minério de tungstênio), gesso ou gipsita, calcário, mármore, monazita e berilo.
A riqueza das salinas tornou a extração do sal marinho um dos sustentáculos da economia da região.
As reservas de petróleo permitiram um volume de exploração de 4,5 milhões de m3 em 1992.4 No setor industrial destaca-se a produção de cerâmica, bem como a indústria têxtil e de confecções.
O litoral atlântico oferece ainda excelentes condições para a pesca, largamente praticada na região, constituindo-se importante fonte de renda para parcela considerável da população.
Os franceses que traficavam o pau-brasil dominaram a área até 1598, quando os portugueses, liderados por Manuel de Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque, iniciaram a construção do Forte dos Reis Magos para garantir a posse da terra.
O domínio lusitano durou até 1633, quando o forte caiu em poder dos holandeses, que só foram expulsos em 1654. Em 1701, após ser dirigido pelo governo da Bahia, o Rio Grande do Norte passou ao controle do governo de Pernambuco.
Em 1817, a capitania aderiu à Revolução Pernambucana, instalando-se na cidade de Natal uma junta do governo provisório. Com o fracasso da rebelião, aderiu ao império e tornou-se província em 1822. Em 1889, com a República, transformou-se em Estado.
A ocupação do Rio Grande do Norte pelos portugueses aconteceu a partir do final do século XVI, com a expulsão dos franceses que ocupavam a região desde 1535. Em seguida à vitória contra os franceses, foi construída, em 1598, uma fortaleza, chamada Fortaleza dos Reis Magos, dando origem à cidade de Natal, que passou a se constituir a mais setentrional defesa do Estado português na região que viria a ser mais tarde, o Brasil. O povoamento, no entanto, deu-se lentamente até 1633, quando a região foi conquistada pelos holandeses que a ocuparam durante 20 anos, tendo os índios nativos como fortes aliados. Os holandeses desenvolveram a exploração do sal, o cultivo da cana-da-açúcar e a criação de gado. Em 1654 os portugueses lograram finalmente expulsá-los, mas tiveram, em seguida, que enfrentar forte rebelião das tribos indígenas - a Confederação dos Cariris - contra o regime de escravidão a que eram submetidas. Essa guerra durou até o final do século XVII. A partir de 1701 a capitania do Rio Grande do Norte 6 passou a ser subordinada à capitania de Pernambuco, o que constituiu sério entrave ao seu desenvolvimento. Apenas em 1824 recebeu o status de província, tornando-se estado com a Proclamação da República, em 1889.
Devido à sua posição geográfica estratégica (é a costa mais próxima da Europa, pelo roteiro da África), o Rio Grande do Norte foi, por várias vezes, escolhido como local de experiências pioneiras da aviação transatlântica ou base para abastecimento e apoio logístico a operações militares. Durante a II Guerra Mundial os norte-americanos construíram no tabuleiro do Parnamirim, uma grande base aérea, criando a "Ponte do Atlântico para a África", de fundamental importância para a dominação do poderio nazista e a vitória dos aliados na guerra. Nesse período, a cidade de Natal adquiriu traços de metrópole cosmopolita, onde conviviam estrangeiros de várias origens. Durante o período em que as jazidas de tungstênio abasteciam os arsenais de guerra, a pobreza da região era atenuada.
No município de Parnamirim, 20 km ao sul do centro da cidade de Natal, encontra-se a base brasileira de lançamento de foguetes espaciais, juntamente com o centro de pesquisas espaciais da Aeronáutica. O nome Barreira do Inferno refere-se ao tom avermelhado das areias da região. O local pode ser visitado por turistas, com permissão providenciada, com antecedência, junto à Aeronáutica.
Fontes:
IBGE / Governo do Estado do Rio Grande do Norte / República Federativa do Brasil