BRASÃO DO ESTADO DO PARÁ

 

O Brasão de Armas do Estado do Pará foi criado pela Lei nº 912 de 9 de novembro de 1903, sancionada pelo governador Augusto Montenegro em ato oficial e tem a seguinte redação:
"Lei nº 912 de 9 de novembro de – cria um Escudo d’Armas para o Estado.

O Congresso Legislativo do Estado decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Artigo 1º - Fica criado um Escudo d’Armas para este Estado.

Parágrafo Único – O Escudo será vermelho, cortado por uma faixa oblíqua branca da esquerda para direita, com inclinação de 45º, tendo a mesma faixa ao centro uma estrela azul. Este Escudo avulta sobre outro, recortado nas extremidades de fundo róseo, encimando-o duas volutas ligadas a um pedestal, sobre o qual se vê uma altiva águia guianense prestes a alçar vôo.

No último plano por trás da águia, destaca-se o sol nascente. À base do escudo maior cruzam-se dois virentes ramos, um de seringueira e outro de cacaueiro. O primeiro acompanhando à esquerda os recortes do referido escudo e o segundo erguendo-se para a direita, entrelaçando com uma fita amarela, que se alonga até a parte superior do escudo sobre o qual se lê: "Sub lege progrediamur – Estado do Pará".

Artigo 2º - Revogam-se as disposições em contrário".

O Secretário de Justiça Interior e Inscrição Pública assim a faça executar.

Palácio do Governo do Estado do Pará, aos nove dias do mês de novembro do ano de mil novecentos e três – décimo quinto da República.

AUTORES

Foi autor do desenho o arquiteto José Castro Figueiredo, cabendo ao historiador e geógrafo Henrique Santa Rosa a sugestão dos motivos para sua confecção.

SIMBOLISMO

O vermelho e o róseo representam as cores republicanas.
Os ramos de seringueira e cacaueiro representam a riqueza exponencial da época.
A águia guianense representa a altivez, nobreza e realeza do povo paraense.
A faixa branca corresponde à linha imaginária do Estado do Pará ao extremo Sul.
A estrela solitária representa o Pará como unidade da República Federativa Brasileira.
A inscrição latina Sub lege progrediamur, traduzida para o português, significa: "Sob a lei progredimos".

 

HINO

 

Segundo o jornalista Ossian Brito, o Hino ao Pará surgiu em época anterior ao ano de 1915 e não tinha caráter ou sentido oficial, desconhecendo-se qualquer ato que tenha oficializado naquela oportunidade

Cantado pelos alunos do "Colégio Progresso Paraense", foi publicado em 1995, na página 5 dos "Annaes do Colégio Progresso Paraense", edição comemorativa do tricentenário da fundação de Belém.

O referido Hino foi tornado oficial com o nome de "Hino do Pará"(Emenda Constitucional nº 1, de 29 de outubro de 1969).

SIMBOLISMO

A letra deste Hino é um verdadeiro poema de exaltação ao Estado do Pará. Ela fala da beleza natural do Estado, da exuberância de suas matas e flores, dos seus rios, do heroísmo do seu povo e traz uma mensagem de otimismo e esperança para o futuro.

AUTORES

Foi Autor da letra do "Hino ao Pará" o professor dr. Arthur Teódulo Santos Porto, conhecido intelectual e educador, fundador do "Colégio Progresso Paraense", nascido em Pernambuco em 1886 e falecido em Belém-PA em 1938.

Embora atribuída a Gama Malcher, professor de canto coral do referido colégio, a autoria da música é na realidade de Nicolino Milano, violonista, compositor e regente brasileiro, nascido em Lorena-SP, no ano de 1876 e falecido no Rio de Janeiro em 1931.

O Maestro Gama Malcher foi o autor da adaptação e do arranjo musical para canto coral.

 

Letra do HINO DO ESTADO DO PARÁ

Salve, ó terra de ricas florestas,
Fecundadas ao sol do equador !
Teu destino é viver entre festas,
Do progresso, da paz e do amor!
Salve, ó terra de ricas florestas,
Fecundadas ao sol do equador!

Estribilho

Ó Pará, quanto orgulha ser filho,
De um colosso, tão belo, e tão forte;
Juncaremos de flores teu trilho,
Do Brasil, sentinela do Norte.
E a deixar de manter esse brilho,
Preferimos, mil vezes, a morte!

Salve, ó terra de rios gigantes,
D’Amazônia, princesa louçã!
Tudo em ti são encantos vibrantes,
Desde a indústria à rudeza pagã,
Salve, ó terra de rios gigantes,
D’Amazônia, princesa louçã !

 

FONTE: Governo do Estado do Pará

(informações gentilmente cedidas pela Assessora da Coordenadoria de Comunicação - Governo do Estado do Pará )