PARAÍBA

LOCALIZAÇÃO: a Paraíba, estado brasileiro, fica no extremo leste da região Nordeste
DIVISAS: Norte = Rio Grande do Norte; Sul = Pernambuco; Leste = Oceano Atlântico; Oeste = Ceará
ÁREA (km²): 56.584,6
RELEVO: planície litorânea, planalto no centro e depressões a Oeste
Seu relevo caracteriza-se pela existência de uma faixa litorânea de baixada, pelo planalto da Borborema na região central e pelo planalto Ocidental na parte oeste
RIOS PRINCIPAIS: Paraíba, Piancó, Piranhas, Taperoá, Mamanguape, Curimataú, Gramame, do Peixe. Camaratuba, Espinharas, Miriri
VEGETAÇÃO: mangues no litoral, pequena faixa de floresta tropical e caatinga na maior parte do território
A vegetação de caatinga (palavra de origem tupi, que significa mata branca), típica do clima semi-árido, é predominante na região central do estado. A caatinga apresenta-se verde apenas nos meses em que caem as chuvas de inverno. Suas árvores têm troncos grossos, tortuosos e com cascas espessas, folhas grossas e com espinhos
CLIMA: tropical no litoral e semi-árido no interior
MUNICÍPIOS (número): 223 (1996)
CIDADES MAIS POPULOSAS: João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Patos, Bayeux, Souza
HORA LOCAL (em relação a Brasília): a mesma
HABITANTE: paraibano
POPULAÇÃO: 3.443.825 (2000)
DENSIDADE: 60,86 habitantes p/km2
ANALFABETISMO: 27,6% (2000)
MORTALIDADE INFANTIL: 65,5 óbitos antes de um ano de idade, por mil nascidos vivos
CAPITAL: João Pessoa, fundada em 5/8/1585
HABITANTE DA CAPITAL: pessoense
A economia do estado da Paraíba baseia-se na produção agropecuária, na indústria de couro e no turismo. Na agricultura, destaca-se a produção de cana-de-açúcar, abacaxi, mandioca, milho, feijão, algodão herbáceo, algodão arbóreo e bananas. No que se refere à pecuária, o estado tem um rebanho de 1,3 milhões de cabeças de gado, criações de suínos, ovinos e eqüinos. Além de artigos de couro, também são industrializados produtos alimentícios e têxteis, açúcar e álcool
A colonização portuguesa na área hoje ocupada pelo estado da Paraíba foi dificultada pela presença dos franceses, que ocuparam a região no início do século XVI. Em 1585, o português João Tavares construiu, na foz do rio Paraíba, o Forte São Felipe, para defender a área dos ataques dos franceses. Nesse local teve origem a cidade que hoje é a capital do estado. Em 1634, a região foi tomada por holandeses, que ali permaneceram por 20 anos, quando foram expulsos por André Vidal de Negreiros. Paralelamente a estes conflitos ocorriam permanentes batalhas com os índios, entre tentativas de aprisionamento dos nativos e revoltas destes.
Em 1753, foi subordinada à capitania de Pernambuco, da qual se separou novamente em 1799. A Paraíba participou da Revolução de 1817 e da Confederação do Equador (1825).
Os paraibanos participaram ativamente da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador, em 1824. O primeiro movimento constituiu uma revolta de proprietários rurais, do clero e de comerciantes, contra militares e comerciantes portugueses vinculados ao grande comércio de importação e exportação, em um período de instabilidade econômica por que passou Pernambuco, devido ao mau desempenho da indústria açucareira. A insatisfação popular decorrente do aumento de impostos traduziu-se em revolta contra a corte portuguesa e apoio ao movimento, que resultou na organização do primeiro governo brasileiro independente, com a proclamação de uma República. Os revoltosos, no entanto, foram derrotados pelas tropas de D. João VI em 19 de maio de 1817. A Confederação do Equador foi um movimento liderado por liberais pernambucanos que se recusaram a aceitar a Constituição outorgada pelo imperador e sua política centralizadora. Decididos a defender a autonomia da região, os revoltosos, liderados por Augustinho Bezerra e frei Joaquim do Amor Divino Caneca, proclamaram uma república independente, organizada sob a forma federalista. O movimento foi derrotado e seus líderes condenados à morte em 1825.
Teve origem no estado da Paraíba um dos pretextos para o desencadeamento da Revolução de 1930 no país, o assassinato do governador João Pessoa de Albuquerque, então indicado como candidato a vice-presidente da República na chapa de Getúlio Vargas, pela Aliança Liberal.
Fontes: IBGE / Governo do Estado da Paraíba / República Federativa do Brasil