
Nilo Peçanha
(Nilo Procópio Peçanha)
(14/06/1909 - 15/11/1910)
Embora o panorama político estivesse tumultuado pela luta sucessória, e faltassem ainda 17 meses para o fim do mandato de Afonso Penna, o vice-presidente Nilo Peçanha, político fluminense, assumiu a presidência dentro da normalidade constitucional, governando por 17 meses. Apesar de terem sido as pretensões presidencialistas e centralizadoras de Penna que abriram as primeiras fissuras na "política do café com leite", os maiores estragos no esquema montado por Campos Salles seriam provocados pelo próprio Nilo Peçanha. Ao apoiar abertamente a candidatura de Hermes da Fonseca, Peçanha foi forçado a romper não só com o Partido Republicano Paulista como também com o Partido Republicano Fluminense, do qual fora um dos fundadores. Peçanha então do Partido Republicano Conservador, fundado pouco antes pelo senador gaúcho Pinheiro Machado.
Alterou quase completamente o ministério anterior, e tomou medidas administrativas importantes, como a criação da FUNAI.
Apesar de ter aberto seu voto, Nilo Peçanha procurou montar um ministério de conciliação e fazer um governo moderado e pacifista. Embora vários comícios no Rio tenham terminado com derramamento de sangue e o governo sido forçado a intervir na Bahia, em Sergipe, no Maranhão e no Amazonas, Peçanha alcançou o seu objetivo e manteve o país sob relativo controle até o fim de seu mandato, em novembro de 1910.
Deu continuidade à política fiscal e financeira de Afonso Pena, continuou a incentivar a construção de estradas de ferro (para escoar o café) e frigoríficos. Além disso, criou o Serviço de Proteção aos Índios (entregue a Cândido Rondon) e formou o ministério da Agricultura.
Em 1921, Nilo Peçanha dirigiria a reação republicana em combater a candidatura presidencial de Arthur Bernardes.
Foi um período de agitação e conflitos, especialmente devido à companha eleitoral.