José Sarney

(José - Sarney - Ribamar Ferreira de Araújo)

(15/03/1985 - 15/03/1990)

 

Ao assumir o poder como presidente em exercício, o maranhense José Sarney o fez em meio a uma tragédia nacional e numa situação situação politicamente precária. Escolhido para integrar a chapa de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral como candidato a vice-presidente, Sarney era um oposicionista de ocasião cuja indicação fora, na melhor das hipóteses, engolida pelo PMDB, que, para compor a Aliança Democrática, precisou dessa aproximação com o homem que havia sido presidente da Arena e do PDS.

Presidente da transição para a democracia, assumiu o cargo, após a morte de Tancredo Neves, que faleceu antes de tomar posse (por ironia do destino, o novo presidente, que tinha rejeitado a emenda das direta já, iniciaria a Nova República).

Sarney estava longe de ser o candidato dos sonhos dos brasileiros e poderia ter passado despercebido ao longo dos quatro anos de mandato, não tivesse Tancredo morrido sem chegar a assumir a Presidência. Ao deixar o governo, em 15 de março de 1990, porém, Sarney entrara para a história como o presidente da redemocratização, o homem que havia legado ao país uma nova Constituição e provocado imensa mobilização nacional em torno de um pacote econômico, o Plano Cruzado. Graças a astuciosas manobras na Constituinte, Sarney também prolongara seu mandato em um ano, permanecendo cinco na chefia da nação.

A Assembléia Constituinte que elaborou a atual Constituição promulgada em 1988, foi a primeira a permitir a incorporação de emendas populares. Conserva o Poder Executivo forte, permitindo a edição de Medidas Provisórias com força de LEI-VIGOR por um mês e são reeditadas enquanto não forem aprovadas ou rejeitadas pelo Congresso.

Enfatiza a defesa do meio ambiente, transformando o combate à poluição e a preservação da fauna, flora e paisagens naturais em obrigação da União, Estados e Municípios.

Plano Cruzado - Implantado em fevereiro de 1986, muda a moeda de cruzeiro para cruzado, congela preços, reajuste automático dos salários sempre que a inflação atingisse 20% - era o "gatilho salarial", extingue a correção monetária e cria o seguro desemprego. Embora sofresse muitas críticas, o Plano Cruzado recebeu o apoio da população.

Logo depois acabaria sendo lançado no Brasil o Plano Cruzado II que reajustava os preços das tarifas públicas, do álcool, da gasolina e de uma série de outros produtos. O novo plano não contava com o apoio da população. Logo depois, tivemos o Plano Bresser, em 1987 e o Plano Verão, em 1989, que fracassaram.

No plano externo o governo decreta a moratória da dívida externa.