Marechal Costa e Silva

(Arthur da Costa e Silva)

(15/02/1967 - 31/08/1969)

Em outubro de 1966, com a abstenção do MDB (que se retirou do plenário), Costa e Silva foi eleito presidente e o civil Pedro Aleixo, vice. Depois da posse, em 15 de março de 1967, em vez de contar com o apoio, Costa e Silva teria de enfrentar a oposição e a ousadia crescentes da linha dura do Exército, cada vez mais radical.

O governo Costa e Silva foi marcado por uma série de protestos contra a ditadura militar, foi formada a chamada FRENTE AMPLA que tinha como participantes, antigos líderes políticos.

Mesmo sem ter ligações com o "grupo da Sorbonne", Costa e Silva - chamado de "tio velho" pelos conspiradores de 64 - assumiu o poder com planos de restabelecer a democracia. Mas, ao fazer de Delfim Neto seu todo-poderoso ministro da Fazenda, o presidente passou a ser visto como inimigo pela linha-dura ultranacionalista. Pressionado pela direita e pela esquerda - visto que pelo país explodiam manifestações estudantis e greves operárias -, Costa e Silva abriu mão dos planos liberalizantes e respondeu com o endurecimento político.

O ano de 1968 particularmente, foi marcado por inúmeros conflitos entre estudantes e militares, o que culminaria com o assassinato do estudante Edson Luis no Rio de Janeiro. Após a morte do estudante Edson Luís, em março de 1968, os estudantes a partir desse espisódio não ficam intimidados e organizam "a passeata dos 100 mil", em junho; simultaneamente, a violência militar crescia, caracterizada pela invasão de universidades, prisões, torturas, etc.

Com o discurso do deputado Márcio Moreira Alves, em setembro, seu governo representou um período de uma ditadura ainda mais repressiva. Decretou o Ato Institucional nº 5, o ato que sacramentou o arbítrio e fechou o Congresso por dez meses. Fortaleceu os radicais da ala militar. O clima de agitação preocupava a linha dura do regime.

A situação política nesse período se apresentava bem conturbada, levando alguns setores da linha dura a tomar decisões ainda mais violentas, como foi o caso do Brigadeiro Burnier ao transformar uma unidade de salvamento da Aeronáutica, o Para-Sar, num veículo que praticava atos terroristas contra a oposição.

Em agosto de 1969, quando Costa e Silva ficou doente por uma trombose cerebral foi afastado da presidência.

Assumiu uma Junta Militar chefiada pelo general Lira Tavares - o vice Pedro Aleixo não pôde assumir, tal a desconfiança dos militares em relação aos civis - que nomeou o próximo Presidente. A vitória da linha dura já estava plenamente consolidada.