Carlos Luz

(Carlos Coimbra da Luz)

(09/11/1955 - 11/11/1955)


Por ser presidente da Câmara dos Deputados, em 1955, assumiu, automaticamente, a presidência da República em 09/11/1955, por ocasião da doença do vice-presidente João Café Filho. Foi deposto pelo General Henrique Lott em 11/11/1955, quando foi declarado impedido pelo Congresso.

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1954 - 1955

A UDN derrotara Getúlio, mas não o populismo, que permanecia arraigado em quase todos os setores da sociedade brasileira. A morte do presidente fez ascender as forças udenistas, através do Vice-presidente Café Filho. Este adoecendo, foi substituído por Carlos Luz (presidente da Câmara dos Deputados), que, ligado às forças udenistas, não desejava que a coligação PSD-PTB ganhasse as eleições presidenciais. Mas tudo foi em vão: nas urnas vence Juscelino Kubitschek de Oliveira (governador de Minas Gerais), derrotando Juarez Távora (UDN, o ex-tenente "Vice-rei do Norte"), Ademar de Barros (Partido Social Progressista de São Paulo) e Plínio Salgado (ex-AIB, agora PRD). O vice de JK era João Goulart, o Jango. A UDN, derrotada, logo exigiu para a posse dos eleitos a maioria absoluta dos votos o que nem a Constituição exigia. Depois, vendo a inutilidade dos argumentos, conclamava setores mais conservadores da Forças Armadas a impedir a posse de JK e Jango sob a alegação de que ambos estavam ligados ao populismo (em parte verdadeiro) e fariam o país retornar ao caos de 1954. Carlos Lacerda, jornalista e deputado pela UDN era o grande mentor desta proposta golpista. Além disso, "os eleitos tiveram apoio dos socialistas e comunistas", argumentava a UDN, repetindo velhas cantigas para "defender a democracia". Entretanto, o Ministro da Guerra, o marechal Henrique Teixeira Lott, resolveu dar um golpe preventivo a fim de garantir a posse dos eleitos (novembro de 1955). Carlos Luz foi declarado impedido de exercer a presidência; Café Filho, que já se restabelecera, foi feito prisioneiro em sua própria casa; assumiu Nereu Ramos (vice-presidente do Senado) que se compromete a dar posse aos eleitos (janeiro de 1956). O populismo vencera mais uma vez, contudo suas contradições se aprofundavam. JK seria o último civil a cumprir seu mandato presidencial desde 1930.