BRASÃO DO ESTADO DA BAHIA

Elementos constitutivos do Brasão de Armas do Estado da Bahia
1) Uma estrela simbolizando o Estado da Bahia como timbre
2) Um escudo em azul com um contrachefe aguado ao natural sainte do bordo direito um sabeiro mostrando a polpa, com vela levantada e içada a bandeira da República. Vê-se um marujo acenando com um lenço a praia onde se levanta o Monte Pascoal, tudo ao natural.
Insígnia: Tenentes surmontados a um listel de azul, com o lema "Per Ardua Surgo", que se interpreta como sendo "Pela dificuldade eu venço".
O primeiro Tenente, um homem semi-nu, com bigornia, como personificação da indústria;
O segundo Tenente, uma mulher, chapéu frígio, com uma bandeira da Bahia que é personificação da República.
Por cima do timbre (entrela) encontra-se a inscrição "Estado da Bahia".
Ao pé do Brasão, por baixo do listel, a palavra "Brasil".
O nosso Instituto Genealógico, considerando a autonomia política da Bahia, por força da Constituição Republicana, e da necessidade de dotá-la de um brasão de armas que melhor representassem os valores materiais e espirituais desta unidade da federação sem abandonar os fundamentos históricos da nacionalidade, incentivou estudos, selecionou sugestões transformadas em projetos a serem submetidos à consideração da Assembléia Legislativa, em 1947, acreditando merecer dos representantes do povo a atenção exigida para o caso. A Câmara dos Deputados teria em mãos, um projeto que reunia todos os pontos de vista, quer heráldico, político, espiritual ou tradicional. Pretendia-se "a adoção da pomba branca em campo azul, sobre as ondas, encimada por uma estrela figurativa da unidade da federação, mantida a legenda "Per ardua surgo".
Anteriormente em resposta a uma consulta que lhe foi feita sobre a forma por que a Bahia deveria ser representada no Monumento do Ipiranga, projetado para 1922, em São Paulo, Teodoro Sampaio, dotado de uma cultura polimorfa, apresentou em seu parecer, o argumento de "trazer a figura adotada um escudo onde, na parte superior se figure em relevo o emblema da Cidade do Salvador, com o dístico - Sic illa ad arcam reversa est - e, na parte inferior, se desenhe o Monte Pascoal, representando a primeira terra avistada do nosso país".
Nesse parecer, na opinião de Afonso Ruy, não havia nenhuma alusão ao escudo republicano da Bahia, então em vigor, ou aproveitamento de qualquer um dos seus elementos decorativos.
Em "A Figura Simbólica da Bahia" trabalho publicado na pág. 31 da Rev. Número 3 do Instituto Genealógico, Teodoro opinava favorável a "que se tome por figura representativa da Bahia, typo de mulher baiana, evoluído, de descendência portuguesa e dos de melhor expressão, do ponto de vista nosso".
No monumento ao 2 de julho, erguido no Campo Grande, há uma estátua representando a Bahia (figura de mulher "de colo erecto" empunhando uma bandeira como que proclamando a sua Liberdade).
HINO
Letra do Hino "Dois de Julho"
Letra: Ladislau dos Santos Titara
Música: José dos Santos Barreto
Nasce o sol a 2 de julho
Brilha mais que no primeiro
É sinal que neste dia
Até o sol é brasileiro
Nunca mais o despotismo
Referá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações
Salve, oh! Rei das campinas
De Cabrito e Pirajá
Nossa pátria hoje livre
Dos tiranos não será
Cresce, oh! Filho de minha alma
Para a pátria defender,
O Brasil já tem jurado
Independência ou morrer.
Fonte: "OS SÍMBOLOS Na Consciência Cívica de Um Povo" - Antenor Teixeira (informações gentilmente cedidas pela Secretaria de Governo - CILED)