
Artur Bernardes
(Artur da Silva Bernardes)
(15/11/1922 - 15/11/1926)
Mineiro, eleito com o apoio de São Paulo e Minas Gerais.
O ano de 1922 é sintomático na História do Brasil por três acontecimentos simbólicos: "O levante do Forte de Copacabana", "a Semana de Arte Moderna" e a "fundação do Partido Comunista".
O Levante do Forte de Copacabana é representativo do movimento tenentista, expressando para alguns os interesses das camadas médias urbanas e, para outros, retomada de uma tradição positivista dos militares que se vêem como salvadores da República. Os acontecimentos se dão em meio a tentativa de se buscar uma cadidatura que se opusesse a velha hegemonia do café - com-leite que havia lançado ARTUR BERNARDES como candidato oficial, enquanto o Rio de Janeiro, apoiado pelo Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco apoiaram a candidatura de Nilo Peçanha. É a "reação republicana". Eleito Bernardes, terá que enfrentar esse movimento de jovens oficiais que, embora fracassado, se manifestará em outras ocasiões.
A Semana de Arte Moderna correspondeu a ruptura com os padrões da BELLE ÉPOQUE, são os influxos das novas tendências do pós guerra, não só refletindo a Europa, mas a crescente urbanização no Brasil.
A fundação do Partido Comunista em 1922 não chega a encontrar uma representação poderosa na política, a ponto de ser considerado um fator decisivo. Mas também reflete as tendências urbanas das reivindicações que então se processavam.
Durante a campanha para presidente da República, em 1922, divulgaram cartas falsas atribuídas a Bernardes, que insultavam os militares. Depois de sua posse, em 15/11/1922, rebelaram-se a Escola Militar, o Forte de Copacabana e a Guarnição de Mato Grosso, na chamada "Revolta dos Tenentes".
Agora instalado no prédio cinzento do Catete, Artur Bernardes, vai tomando as primeiras providências, o primeiro contato com o poder. Logo mostra que também será Presidente autoritário. Não admite anistia para os revoltosos que participaram do movimento de julho de 1922 e manterá o estado de sítio, vigente desde aquela época. Jamais transigirá com a oposição.
Apesar do estado de sítio (Governou sob Estado de Sítio durante 44 meses), em 1923 a oposição no Rio Grande do Sul rebelou-se contra o presidente do estado, Antônio Borges de Medeiros, e, em 1924, as guarnições gaúchas de Alegrete e S.Luís Gonzaga rebelaram-se iniciando a Coluna Prestes, que realizou a maior marcha militar da América do Sul.
Ordenou o fechamento dos sindicatos e dos jornais de esquerda.
Em 1926, os tenentes revoltaram a guarnição de Santa Maria (RS).
Bernardes reformou a Constituição, em 1926, estabelecendo restrições na exploração do subsolo. Na revolução de 1930 apoiou Getúlio Vargas, mas em 1932 apoiou os paulistas, sendo então exilado.
Fundou o Departamento Nacional do Trabalho - que mais tarde seria transformado em Ministério do Trabalho - e decretou a primeira lei de férias para trabalhadores.
Ao deixar a presidência foi eleito senador.